Alguma emoção humana é tão
forte quanto a esperança? Os contos de fadas transmitem através dos séculos uma
obstinada esperança num final feliz, uma crença de que no final a bruxa
malvada morrerá e de alguma maneira as crianças corajosas e inocentes
encontrarão um jeito de escapar. Na televisão os desenhos animados apresentam
uma mensagem semelhante para crianças que estão sentadas como que hipnotizadas,
novas demais para fazerem troça de finais impossivelmente alegres. Na vida
real, uma mãe surpreendida numa zona de guerra carrega seu filhinho
recém-nascido, aperta-o fundo contra o peito, afaga sua cabeça e cochicha, sem
qualquer lógica: "Vai dar tudo certo", mesmo quando as explosões
estridentes ficam cada vez mais próximas.
De onde vem essa esperança?
Buscando palavras para explicar a eterna atração que exercem os contos de
fadas, J. R. R. Tolkien disse:
[Contos de fadas]
não negam a existência de...
tristeza e fracasso: a possibilidade destas é necessária para o júbilo da
libertação; negam (apesar de muita evidência que aponta o contrário) que haverá
uma grande derrota final no universo... proporcionando assim um breve vislumbre
de Alegria — Alegria além dos muros do mundo, Alegria tão pungente quanto a
tristeza.
Decepcionado com Deus - Philip Yancey.
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