quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Esperança

Alguma emoção humana é tão forte quanto a esperança? Os contos de fadas transmitem através dos séculos uma obsti­nada esperança num final feliz, uma crença de que no final a bruxa malvada morrerá e de alguma maneira as crianças cora­josas e inocentes encontrarão um jeito de escapar. Na televisão os desenhos animados apresentam uma mensagem semelhante para crianças que estão sentadas como que hipnotizadas, no­vas demais para fazerem troça de finais impossivelmente alegres. Na vida real, uma mãe surpreendida numa zona de guer­ra carrega seu filhinho recém-nascido, aperta-o fundo contra o peito, afaga sua cabeça e cochicha, sem qualquer lógica: "Vai dar tudo certo", mesmo quando as explosões estridentes ficam cada vez mais próximas.

De onde vem essa esperança? Buscando palavras para ex­plicar a eterna atração que exercem os contos de fadas, J. R. R. Tolkien disse:

 

[Contos de fadas] não negam a existência de... triste­za e fracasso: a possibilidade destas é necessária para o jú­bilo da libertação; negam (apesar de muita evidência que aponta o contrário) que haverá uma grande derrota final no universo... proporcionando assim um breve vislumbre de Alegria — Alegria além dos muros do mundo, Alegria tão pungente quanto a tristeza.

Decepcionado com Deus - Philip Yancey.

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