sábado, 4 de fevereiro de 2012

Uma coisa eu aprendi durante toda minha caminhada até hoje, as coisas nunca são iguais pra sempre, as pessoas mudam, as coisas mudam, você mesmo muda, e como eu, pode se achar um estranho no seu próprio mundo. E apesar de tudo estar sempre mudando, nada volta a ser como um dia foi antes.
Todos os dias as células morrem, e nós sobrevivemos porque as que restam se dividem para compensar as perdas.
Isso me levou a querer comparar a vida das células com a vida de seres humanos. Quando uma pessoa morre não há muito o que se possa fazer, se está doente podem recorrer a médicos, remédios, tratamentos e etc. Mais quando uma pessoa morre a não ser que Deus queira ressucitá-la não há absolutamente nada que possamos fazer, e agora, como compensar a falta? "As células que restam se dividem para compensar as perdas". Nenhuma pessoa é igual a outra, do mesmo modo como ninguém tem uma digital idêntica a outra pessoa. O nariz pode ser parecido, a cor dos olhos, o temperamento, o jeito de andar, mais ninguém é totalmente igual a ninguém, até gêmeos idênticos tem personalidades diferentes, isso torna impossível que pessoas sejam substituídas. A perda de um filho não será compensada com o nascimento de outro, por exemplo.
Isso faz com que eu pense que esse procedimento natural das células seja uma metáfora para nós humanos, só aqueles detalhistas e que param para pensar nas coisas mais incomuns. Quando uma pessoa conhecida quem dirá amada é perdida nós sentimos a falta e muitos chegam a se arrepender pelas coisas que fizeram e das que deixaram de serem feitas. Mais o que ninguém repara muito é que quando alguém morre não é bem com o mesmo que deveríamos focar todas as nossas atenções, e sim familiares e amigos que iram se dividir entre eles para compensar a perda. Quando um filho perde a mãe, - em alguns casos - o pai, avós e tios até, se dividem para compensar a perda.
Soa como um conselho de Deus: Se dividam para compensar as perdas.
Seria como ter compaixão pelas pessoas, e de um jeito no mínimo inusitado posso afirmar que isso foi dito pelas células. Não é apenas desejar os pêsames, aparecer no funeral. O que mais dói na perca das pessoas, é no dia-a-dia, quando o convívio que era algo natural se perde, e isso realmente faz uma falta dilaceradora. É a falta que sentimos sem mencionar, e para compensar essa dor, ter as outras "células" se dividindo para ocupar esse vazio que embora intocável possa ser preenchido de novo é imprescindível.
Por isso células, se dividam para compensarem as perdas, a morte é algo inevitável e a maioria das vezes considerado como algo ruim. É um novo começo, não como o começo daquelas frases clichês, não como o começo de uma nova vida aqui na terra. Mas sim como uma vida que para muitos será vivida ao lado de Deus. Precisamos nos dividir para compensar as perdas, ter a compaixão pelos familiares, amigos e conhecidos. Esta sem duvida é a atitude que Deus espera de nós e que é muito mais eficaz do que apenas palavras que muitas vezes não passam do sentimento de pena.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012