segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Quando eu era um ateu cético, pensava que Deus fosse apenas uma fantasia humana, um fruto imaginário da mente para abrandar os seus conflitos, uma desculpa da fantástica máquina cerebral que não aceita o caos da finitude da vida. Posteriormente, ao investigar o processo de construção da inteligência e perceber que nele há fenômenos que ultrapassam os limites da lógica, comecei a perceber que as leis e os fenômenos físicos não podem explicar plenamente a psique humana. Em milésimos de segundos entramos nos labirintos da memória e, em meio a bilhões de opções, construímos as cadeias de pensamentos com substantivos, sujeitos, verbos, sem saber previamente qual o lócus deles. Como isso é possível? Intrigado, comecei a perceber que deve haver um Deus que se esconde atrás do véu da sua criação. Perguntei, questionei, indaguei continuamente alguns mistérios da existência. A arte da pergunta ajudou muito a me esvaziar dos preconceitos e abrir as janelas da minha mente. O tamanho das perguntas determina a dimensão das respostas. Só quem não tem medo de perguntar e de questionar, inclusive as suas próprias verdades, pode se fartar das mais belas respostas. Que respostas encontrei? Não preciso dizê-las. Encontre as suas. Pergunte e investigue quantas vezes for necessário. Ninguém pode fazer essa tarefa por nós. Ninguém pode ser responsável pela nossa consciência.
Augusto Cury
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